sexta-feira, 1 de junho de 2012

Análise: Diablo III


Análise: Diablo III

Analisamos o trabalho da Blizzard nos doze anos de desenvolvimento entre Diablo II e Diablo III

São poucos os games que se aventuram no tipo de RPG misturado com ação que a Blizzard inventou em 1996, remodelou no ano 2000 e relançou agora como o terceiro título da saga. Será que ainda há gás para este tipo de jogo?
Foram doze anos, isso mesmo, doze anos que separam o Diablo II e o jogo que foi lançado no dia 15 de maio. De lá para cá muita coisa mudou. Os jogos de tiro ficaram cada vez mais empolgantes e os de RPG focados em um nicho muito específico. A Blizzard tem um game que está entre ambos os mundos e se deu muito bem com isso.
Há drásticas mudanças no beabá do jogo, sendo que a mais chocante é que os personagens aprenderam o português carioca tipicamente brasileiro.
Todo o jogo está perfeitamente traduzido para nosso idioma, o que inclui as dublagens em cenas de CG e também em todas as falas de todos os humanos e monstros do jogo, mesmo daqueles que você não tem qualquer interação.

As classes mudaram. Agora não há mais o guerreiro, o mago e outros. De fato, do segundo jogo só ficou o Bárbaro. Você tem a sua escolha um Arcanista, um Caçador de Demônios, o Monge, o Bárbaro e um Feiticeiro. Cada um destes pode ser um homem ou uma mulher e há diferenças absurdas na jogabilidade em cada um deles. O Bárbaro, por exemplo, sai dando porrada em tudo que vê e sua mana foi substituída por fúria, que vai acumulando enquanto ele leva e causa danos. Já o Feiticeiro fica de longe, com ataques à distância e evocando criaturas que vão ajudá-lo. O Caçador de Demônios tem agilidade muito maior, joga granadas e pode sair correndo de uma batalha.
Se na hora de escolher o sexo você tem uma liberdade nova, quando seu personagem evolui o mesmo não ocorre. Diferentemente dos outros dois Diablos, neste você não pode escolher em quais atributos deverá gastar os pontos que ganhou ao passar de nível. É tudo automático. Por um lado é bom para evitar erros. Era comum gastar, por exemplo, pontos de força com um mago nos outros games, sendo que ele não precisa disso. Por outro lado, pode deixar muitos amantes do RPG frustrados por não poder personalizar muito seu personagem.
Pense que é o seguinte: todos os personagens da mesma categoria serão idênticos, com apenas algumas mudanças nas armaduras e armas. Outro ponto que foi para o automático são as habilidades. Você ganha todas, só precisa escolher a que mais lhe agradar em certo momento. Funciona assim: De dez em dez níveis, você ganha uma habilidade nova e nestes intervalos as habilidades evoluem e melhoram em algum ponto, que é apresentado em runas.
Estas automatizações fizeram o jogo fluir com mais velocidade, já que você só vai parar para ver seu inventário e escolher uma habilidade para certa ocasião. Outras mudanças ficam por conta do espaço ocupado pelos itens na mochila (que é o mesmo para uma espada longa de duas mãos e uma pequena adaga), itens são identificados pelo próprio personagem e sem o uso de pergaminhos para tal (basta apertar o botão direito do mouse para isso) e que o pergaminho que leva você para a cidade foi inserido como habilidade que pode ser utilizada sem qualquer custo.

Online, mesmo offline

Uma das grandes reclamações dos jogadores - e inclusive este que vos fala - é da necessidade da constante conexão com a internet para o jogo. Mesmo que você não encoste na opção multiplayer, precisa estar conectado e em uma conexão de alta velocidade. O jogo mais parece um MMO de um jogador só.
O jogo chega a dar lag quando você joga sozinho apenas por um problema na conexão. E isso inclui golpes que demoram segundos para chegar ao inimigo ou todos os personagens parados, e quando você toma ciência, já está morto no chão sem a chance de ter se defendido. Péssimo isso.
No lado de mais de um jogador, onde o online realmente se faz necessário, há como começar uma campanha no modo cooperativo em qualquer ponto dela. Neste momento, todos os inimigos ficam proporcionalmente mais fortes, o que impede uma chacina de demônios sem qualquer dificuldade.
Para completar a fatia online de verdade do jogo, há uma espécie de mercado de troca de itens. Lá você pode vender e comprar novas armas, amuletos, anéis e qualquer outra coisa que achar pertinente. A moeda de troca é o ouro do jogo ou dinheiro de verdade.

Conclusão

Diablo III é o clássico jogo da Blizzard que não envelhece. É violento, é bem feito e com uma história bacana que se disfarça no meio da carnificina de demônios. O lado online deveria ser revisado, já que jogar single player e ter a necessidade de uma conexão constante é chato demais.

Fonte: http://ultradownloads.com.br/analise/Analise-Diablo-III/#ixzz1wYOT8eCZ